Jerusalém unificada?

10/05/2018

No dia 5 de junho de 1967 eu tinha 5 anos de idade, vivendo com minha família em Jerusalém. Naquela manhã, enquanto esperávamos no jardim de infância pela chegada do professor, eu escutei um barulho terrível. Eu pensei que era um elefante gigante atrás da colina... não era um elefante... era uma sirene de guerra, marcando o início da Guerra dos Seis Dias.

Alguns minutos depois, eu vi minha mãe correr com o meu irmão mais novo (duas semanas de idade) nos braços, gritando: “Vem rápido!”. Durante os seis dias seguintes, minha mãe e nós quatro crianças pequenas, juntamente com os vizinhos, vivemos em um abrigo anti-bomba.

A frente inimiga não estava a quilômetros de distância, mas logo no alto da colina.

Sons de cartuchos e rifles atirando estavam ao nosso redor. Sim, o exército jordaniano estava atirando em nós dia e noite. Meu pai estava na guerra. Limpando campos minados. Unidades especiais andavam de um abrigo para outro a fim de fornecer comida e água. Depois de seis dias de guerra, Israel venceu. Nós saímos do abrigo e entramos num país maior, 4 vezes maior do que antes da guerra começar.

É importante saber alguns detalhes antes de continuarmos:

A Guerra dos Seis Dias começou após meses de avisos e atos militares do presidente egípcio, Gamal Abdel Nasser. Ele disse que planejava matar todos os judeus. Os jornais egípcios estavam cheios de caricaturas da matança de judeus e do afogamento deles no mar. Em 23 de maio de 1967, apenas duas semanas antes da guerra, a marinha egípcia bloqueou a saída sul de Israel, no estreito de Tiran, e deu a impressão de que eles realmente estavam falando sério.

Sabendo que toda guerra contra Israel combinará todos os exércitos árabes juntos, Israel não tinha outra opção senão agir alguns minutos antes.

No dia 5 de junho de 1967, a Força Aérea Israelense atacou as bases aéreas do Egito, Síria, Jordânia e Iraque. Nas primeiras 4 horas da guerra, as forças aéreas desses países estavam destruídas no chão. A vitória, pela graça de Deus, foi alcançada com o preço de quase 900 soldados israelenses mortos.

A guerra começou quando Israel estava dentro das fronteiras da Guerra da Independência de 1948, uma nação muito pequena e fácil de ser destruída. A Guerra dos Seis Dias terminou com Israel cerca de 4 vezes maior, mas marcando uma nova fase de confrontos políticos.

Jerusalém antes e depois da Guerra dos Seis Dias

Antes da Guerra dos Seis Dias, a cidade de Jerusalém estava fisicamente dividida. O exército jordaniano controlava toda a cidade antiga, que é a Jerusalém bíblica, e toda a parte oriental da Judeia e Samaria. Nenhum judeu era autorizado a visitar esses locais.

Após a guerra, todas as pessoas de todas as religiões podiam visitar qualquer lugar de Jerusalém. Novos bairros foram construídos. Judeus e árabes podiam viver e morar por toda a cidade. A cidade apreciava a nova infraestrutura e a cada ano se tornava mais modernizada. Todos os cidadãos – judeus bem como árabes – desfrutavam do sistema de saúde, um dos melhores do mundo. O seguro nacional garantia a todos renda para a sobrevivência e educação. A maioria, se não todos, dos árabes sob o regime jordaniano nunca experimentou tamanho cuidado. Politicamente falando, os árabes israelenses têm condições políticas melhores do que qualquer árabe num país muçulmano. Árabes israelenses aproveitam o melhor que a democracia pode oferecer.

Apesar da cidade estar unida fisicamente, ela nunca esteve unida espiritualmente. Os árabes muçulmanos (de um modo geral) sempre quiseram se livrar dos judeus. Após a Guerra dos Seis Dias, simplesmente ficou mais difícil para eles alcançar seu sonho religioso.

Seis anos depois da Guerra dos Seis Dias, em 6 de outubro de 1973, o Egito e a Síria atacaram Israel no Dia da Expiação. Esta traumática guerra custou a vida de 2600 soldados israelenses e 7300 ficaram feridos. Foi um milagre do Senhor que Israel ainda existe. Sabiamente, a Jordânia decidiu não se juntar à guerra.

Entendendo que é difícil ou praticamente impossível superar Israel no campo de batalha, nossos vizinhos árabes estão tentando superar Israel por medidas e táticas políticas. O objetivo é minimizar o tamanho físico do Estado de Israel e reduzir o poder e tamanho do exército israelense.

O jeito de superar Israel será através da “paz”.

O Egito concordou em um tratado de paz, em troca de receber todo o deserto do Sinai, que é 4 vezes o tamanho de Israel. Israel já devolveu o Sinai para o Egito duas vezes. A primeira vez após a guerra de 1956 (operação Kadesh) e a segunda vez após a assinatura do acordo de paz em 26 de março de 1979.

Isso significa que há uma paz verdadeira entre Israel e Egito? Não, só não há guerra, por enquanto. O povo egípcio e os meios de comunicação – TV e jornais – odeiam Israel e os judeus mais do que qualquer outra coisa. Os israelenses não se sentem seguros lá...

Em 26 de outubro de 1994, Israel assinou um acordo de paz com a Jordânia. Sim, é melhor ter uma paz fria do que uma guerra quente, mas...

É preciso entender que, quando se trata de países árabe-muçulmanos, você assina qualquer coisa apenas com o atual e temporário líder, mas não com a nação. No momento que o líder se foi, qualquer contrato que ele assinou está sujeito a alterações.

A média do cidadão muçulmano jordaniano odeia Israel e os judeus.

Após os acordos com o Egito e a Jordânia, a Síria queria ter um acordo de paz com Israel, se Israel entregasse as colinas de Golã à Síria e estabelecesse a fronteira no mar da Galileia. Agora – com a Síria lutando com o EI e as colinas de Golã controladas pelo EI – tente imaginar o que aconteceria se o EI estivesse na frente de Tiberíades!

Os palestinos querem que Israel dê toda a área conquistada na Guerra dos Seis Dias. Eles dizem que a paz será alcançada se Israel voltar às fronteiras de 1948 (o que significa as fronteiras pré-1967). Bem, Israel devolveu Gaza. Não há nenhum judeu em Gaza, e desde que Israel retirou todos os israelenses e assentamentos de Gaza, os palestinos bombardearam Israel com mais de 12.000 mísseis e fizeram 4 campanhas militares. Aparentemente, o ódio religioso deles contra os judeus é maior do que seu amor por seus próprios filhos e por si mesmos.

Os palestinos querem ter seu próprio país nas fronteiras anteriores a 1967 e estabelecer sua capital em Jerusalém Oriental. Eles exigem que Israel evacue e destrua todos os bairros construídos após a guerra de 1967. Essas demandas são literalmente impossíveis, e claramente revelam a profunda diferença entre os muçulmanos palestinos e Israel. Os palestinos (muçulmanos em geral) não querem uma Jerusalém unificada, mas uma Jerusalém “limpa de judeus”.

Nos últimos dez anos, os palestinos estão cavando na área do monte do templo (Cúpula da Rocha), destruindo e jogando todos os itens arqueológicos, a fim de apagar toda a história judaica naquele lugar.

Qual é a fonte de tais diferenças e ódio?

Qualquer pessoa que tentar entender o conflito árabe-israelense-palestino entenderá rapidamente que é espiritualmente baseado. É uma guerra entre religiões. Portanto, acordos políticos não resolverão nada, mas apenas prepararão o terreno para a próxima guerra.

Os árabes muçulmanos reivindicam que Alá deu a eles esta terra! Qualquer terreno que um muçulmano tenha tocado deve ser redimido.

Por outro lado, o Deus da Bíblia, que é o Deus verdadeiro, disse a Abraão e aos pais de Israel que a terra de Israel é dada somente a Israel. O conflito árabe-israelense é uma guerra entre religiões.

Quando será resolvido?

Uma vez que o conflito sobre Jerusalém e, em geral, sobre a terra de Israel é espiritualmente baseado, a solução precisa ser espiritual. Deus precisa estar envolvido para solucionar o conflito. Quais são as opiniões?

1. Todos os judeus serão muçulmanos... (opinião não bíblica)

2. Todos os árabes serão judeus... (opinião não bíblica)

3. Ambos, judeus e árabes, se submeterão em fé ao dono da terra – Deus! Esta é a única solução bíblica.

O que levará judeus e árabes a concordarem com Deus?

A Bíblia está nos ensinando que só haverá paz real em Israel e entre seus países vizinhos depois do período da tribulação. Por mais triste que seja, a paz real virá depois da falsa paz (Ez 38–39).

O tempo da tribulação começará logo após o arrebatamento. Depois de levar ao céu todos os crentes salvos em Jesus, Deus trará sobre o mundo uma cadeia de eventos que punirá todos aqueles que rejeitaram a verdade de Deus e se revoltaram contra ele. Todas as nações entenderão que Deus é soberano e todas as outras religiões e crenças são apenas mentiras.

Embora muitos morrerão (cerca de dois terços), muitos permanecerão vivos e serão salvos. Todo o remanescente de Israel será salvo (um terço: Zc 13.8-9; Rm 11.26).

Uma vez que todos os que permanecerem vivos após a tribulação serão salvos, nenhum rejeitará ou lutará contra a decisão de Deus de dar a terra de Israel para o povo salvo de Israel, como ele promete na Bíblia (ver Is 60–66).

O povo de Israel finalmente cumprirá o seu propósito inicial (Êx 19.5-7), servindo a Cristo como sacerdotes. O plano de Deus de governar o mundo de Jerusalém estará cumprido.

Verdadeira paz em Jerusalém, em uma Jerusalém unificada, será APENAS depois do retorno de Cristo Jesus à terra, após a tribulação. Somente então Jerusalém será unida, cheia de paz e limpa do pecado (ver Is 11; 2; 12).

A Bíblia ensina que a paz real precisa ser apenas em e do príncipe da paz, que é o Senhor Jesus. Portanto, os crentes não devem procurar soluções para a paz mundial em políticas, mas apenas em Cristo Jesus. — Meno Kalisher

1 Comentários
josemar e lidiane de almiron
18/05/2018
verdade eu por ser decendente de israel amo israel e deus limpara toda lagrimo ora vem senhor jesus aleluia

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